Cruzado de Direita

Espaço destinado a fazer um contraponto às questões políticas, culturais e científicas postos pela imprensa brasileira

20.8.09

Separatismo Gaúcho 2

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Politicamente o Rio Grande do Sul é um dos estados que mais se destaca no cenário nacional. Através da história, produziu notáveis líderes políticos que contribuíram para a formação de nosso país. Entretanto, o grande apego que temos à terra, faz com que deixemos de ver algumas verdades por trás destes homens e mulheres que tanto são presentes em nossa história. O movimento separatista do RS parece encontrar em seus líderes políticos, verdadeira oposição, num paradoxo que remonta a própria formação da classe política gaúcha.

Um bom exemplo a ser citado é o de Getúlio Vargas. Único ditador da história da república brasileira é tido como um grande herói pela nação e em particular pelo Rio Grande. Mas o que fez Getúlio? Basicamente assentou as bases para o chamado capitalismo de estado, através de uma política trabalhista e estatizante que colocou o capitalismo literalmente de joelho, tal qual fizera Hitler na Alemanha Nazista. Centralizador, ordenou que os hinos e bandeiras dos entes da federação fossem abolidos, fortalecendo ainda mais o poder central sediado, na época, no Rio de Janeiro. Desta maneira, o fortalecimento da União ganhava cada vez mais corpo, antecipando a situação que temos no dia de hoje. Mesmo nossos atuais representantes não tem qualquer intenção de separar o RS, ou torná-lo mais independente, muito pelo contrário. Políticos admirados pela população gaúcha, particularmente entre os meio universitários e jornalísticos, estão comprometidos com uma causa que muito se diferencia de uma suposta cisão do território nacional.

Basta olharmos para as Manuelas, Lucianas e Marias do Rosário da vida. Ou então, para Simon, Paulo Paim, Tarso ou Olívio Dutra. O que todos têm em comum? A orientação socialista de suas agendas políticas, seja maoísta, no caso de Manuela D’ávila por exemplo, ou Castrista, como Luciana Genro, Tarso, Olívio Dutra entre outros. E o que isto tem a ver com a pretensão gaúcha ao separatismo? Todas as correntes socialistas, ou de esquerda, são altamente centralizadoras do poder (isto sem falar nas 100 milhões de mortes causadas por ela). Basta verificar o que aconteceu com o Brasil nos últimos 30 anos, quando Geisel e Figueiredo aproximaram-se do bloco comunista até os governos FH e Lula. A centralização é patente, tão evidente que chega a ser inacreditável. Impostos gerados nos estados são transferidos para a União, que literalmente rouba a riqueza produzida por eles. O destino destes impostos e a fome interminável da União é tema de outro post. Com todo este centralismo, fica cada vez mais difícil não só ao RS, ter uma efetiva autonomia. Afinal, a grande massa da população é comprada com “bolsas” de tudo quanto é tipo, ficando cega diante daquilo que se passa a sua frente. Nossos formadores de opiniões, escrevendo em jornais ou dando aula nos cursos de Ciências Humanas de nossas faculdades aplaudem a toda esta situação, ratificando cada vez mais todo este estado de coisas.

Com a infiltração realizada dentro da cultura gaúcha e a formação de quadros políticos altamente centralizadores, aliado à conivência silente daqueles que deveriam pensar no assunto, a população aplaude inconscientemente àqueles que lhe tiram progressivamente a sua raiz cultural e a sua liberdade política. Em um contraponto radical, porém pobre de informações confiáveis, surgem os movimentos separatistas, sem força política ou mesmo cultural. Seria muito mais produtivo que os integrantes destas organizações buscassem a nossa autonomia política e cultural perdida, ao invés de ficarem apostando numa independência plena que, em essência, em última análise, não tem razão de ser.

PS: Brizola e Jango ficaram de fora. O primeiro por ser um anarquista fracassado que recebeu dinheiro cubano para suas células comunistas que nunca foram além de promessas. Destacou-se por ser governador do RJ e por suas ligações com o tráfico. O segundo simplesmente por ser um fraco sem ideal, altamente influenciável pela corrente dominante.

Este provavelmente foi o último post deste blog. Estou mudando para leniltonmorato.blogspot.com.

criado por leniltonmorato    13:30 — Arquivado em: História, Política

30.7.09

SEPARATISMO GAÚCHO

Há alguns dias atrás, depois de muito tempo, acessei a comunidade do Rio grande do Sul no site de relacionamentos Orkut, para verificar o que está acontecendo com meu estado, pois temporariamente estou longe de lá. Chamou-me a atenção um tópico em particular. Versava sobre uma enquete acerca da independência do estado gaúcho, situação que há muito tempo vem ganhando corpo no sul brasileiro, embora hoje esteja menos evidente.

 

Ao opinar no tópico, coloquei as razões pelas quais sou contra a independência gaúcha. Dentre elas, políticas e culturais, não me atendo às questões históricas sobre este pleito dos movimentos separatistas. Logicamante fui mal interpretado, o que não é nenhuma novidade em se tratando de orkut, onde grande maioria dos participantes e “debatedores” de questões políticas, e históricas são, em sua grande maioria, desinformados e alienados, por culpa de todo um processo revolucionário que há muito tomou nossos órgãos formadores de mentes e opiniões. Mas não é sobre isto que este post tratará. Voltemos ao caso da independência do RS.

 

Muitos alegam que os dizeres República Rio-grandense, na bandeira tricolor gaúcha, deve-se ao fato de que sempre houve um sentimento de separatismo desde a revolução farroupilha, o que de fato é falso. Bento Gonçalves jamais colocou tal aspiração como objetivo da revolta. Foi num impulso do general Netto que a república foi proclamada, sem consulta prévia ao comando da guerra. Mas também não é através da análise histórica que veremos o porquê desta ilusão pela qual a independência gaúcha tornaria o RS um país soberano, totalmente separado do Brasil. A abordagem mais esclarecedora é verificando o que torna efetivamente um país independente do outro, qual seja, a sua identidade cultural.

 

É bem verdade que existem países de culturas próximas que são independentes, mas sempre um é influenciado pelo outro. Os costumes, as crenças e a religião foram, desde o Egito Antigo, as amarras sobre as quais as civilizações se assentaram e diferenciaram-se pelos séculos. E é justamente nesta área que fica cada dia mais evidente a dependência do Rio Grande do Sul e a sua progressiva deteriorização cultural. A identidade gaúcha é hoje cada dia mais distorcida e descaracterizada, proporcionando uma invasão cultural que acaba por impor um novo leque de valores e costumes, sob a perigosa bandeira do “mundo sem fronteiras”. E esta cultura, este folclore é cada dia mais e mais modificado, descaracterizando o povo.

 

Como exemplo, podemos citar a relação simbiótica que temos entre os nossos jornais e os jornais do centro do país. Estamos fazendo tudo o que eles mandam, sem pestanejar. Se disserem que há um golpe em Honduras, todos falam amém. Se demitirem um colunista conservador no jornal O Globo, a ZH apressa-se a fazer o mesmo. Se blindam o presidente da república e o partido governante…amém, seja feita a vossa vontade. Como pode, então, um estado que sequer tem liberdade de opinião, que é manipulado desde a fonte na sua imprensa querer ser independente?

 

O mesmo ocorre com a nossa música. Se toca forró no Rio e em São Paulo, Porto Alegre tem que tocar também. Se um grupo musical do centro ou do nordeste do país dança rebolando a bunda, lá vão os “tchê musics” copiarem o mesmo para deleite do povo gaúcho. Como podemos nos achar diferentes se somos iguais? Se repetimos tudo o que passa na novela das oito como se fossem atitudes inerentes à nossa cultura? Será que o RS tem condição de ser efetivamente independente, se nas festas juninas nos vestimos de caipira, e dançamos quadrilhas como legítimos integrantes das regiões Sudeste e Centro-Oeste. E como se não bastasse, transformamos progressivamente nossos rodeios crioulos em festas de peão, sem citar a desvirtuação de nossos festivais nativistas, que hoje praticamente perderam seu sentido de existir como guardiões da verdadeira música gaúcha. Os bailes funks cariocas hoje invadem as noites de nossas grandes cidades, além de tantos outros ritmos que deixaram de ser exceção para se tornarem regras.

 

Evidentemente que a música por si só não causa qualquer transtorno à nossa identidade cultural. O problema é que além dela, importamos também os valores sobre os quais elas se assentam que são diametralmente opostos a tudo aquilo que costumávamos chamar de cultura gaúcha. Junto com o ritmo, importamos os hábitos. E de uma hora para outra nos vemos num local totalmente diverso daquele que crescemos. O respeito em todos os sentidos se perde, e a promiscuidade impera em todas as regiões. Desta maneira, perdemos progressivamente nossas raízes, pois o gaúcho sempre foi um povo conservador, mas que já está tão culturalmente modificado que o que somos não faz parte mais de nossas vidas.

 

O RS independente serviria somente para dar emprego a políticos em novos cargos da nova república. Culturalmente estamos ligados à pátria brasileira, de maneira praticamente irreversível. No passado, quando éramos flagrantemente diferentes do restante da população, não imperava o desejo separatista como se vê hoje, tínhamos mais orgulhos de sermos brasileiros. O pior de tudo é que a perda de identidade cultural dos gaúchos foi causada por gaúchos, mas isto é assunto que somente poderia ser bem explorado em um livro.

 

PS: Nada foi tratado na esfera política acerca do assunto, pois esta será tema de outro post.

criado por leniltonmorato    12:13 — Arquivado em: História

19.7.09

Resista Honduras!

Chamam de golpista o atual governo hondurenho. As pessoas que fazem isto possuem um conhecimento da lei e da Constituição deste país tão aprofundado quanto o presidente Lula da língua portuguesa. É claro que para nós, que vivemos sob um governo de esquerda, sob uma imprensa de esquerda, e sob um sistema educacional de esquerda, é impossível compreender o que ocorreu por lá. Restam-nos sítios da internet e pesquisas autodidatas, porque se dependermos de nossos profissionais da (des)informação, estamos fadados a engolir o discurso estapafúrdio e enfadonho com o qual já estamos acostumados. A artimanha destes verdadeiros agentes da alienação é tamanha que em nenhum, repito, nenhum veículo de informação de porte nacional ou regional sequer cogitou a possibilidade de fazer um contraponto ao tal golpe militar ocorrido em Honduras. Tudo o que se fala é que Zelaya é o coitadinho da história.

 

Evidentemente não irei discorrer sobre o ocorrido, afinal o post anterior trata exatamente disto. Mas não posso ficar inerte diante do verdadeiro golpe que estão tentando dar no governo legítimo de Honduras. Organizações internacionais de esquerda, como a ONU, o Partido Democrata dos EUA e o Foro de São Paulo. Estas organizações querem impor “goela abaixo” o retorno de um ex-presidente, criminoso e traidor de seu país. Mas porque eles querem o retorno de Zelaya ao poder? Ora, porque através de sua tentativa de se perpetuar no poder e tentar impor a seu país um regime a Chavez cometeu crime de traição. E os vermelhinhos não suportam a aplicação da lei quando esta lhes é desfavorável. O resultado: um clamor alardeado aos quatro ventos sobre um golpe que nunca ocorreu, tudo para que o fantoche de Chávez volte ao poder em Honduras. E nos quatro cantos das Américas e do mundo todos ficam revoltados com a audácia hondurenha em fazer cumprir a sua lei. Quanta cretinice! E se o mesmo ocorresse na Colômbia? Ora, Uribe é anti-Chávez, anti-Lula e anti-Fidel. Conseqüentemente, se o mesmo fato ocorrido em Honduras ocorresse na Colômbia, não haveria um presidente “deposto por um golpe”, mas “uma revolução bolivariana vitoriosa”.

 

É nesta hora que eu não resisto a perguntar aos nossos intelectuais da mídia e das letras, “defensores inexoráveis da legalidade”: Porque estão todos defendendo Zelaya se ele cometeu um ato ilegal? Porque não elogiaram o parlamento e o poder judiciário hondurenho, que numa demonstração clara de independência e harmonia, não se curvaram diante de um poder executivo comandado pelo ex-presidente? Porque nossos colunistas, “especialistas” e jornalistas não estão contentes em ver a constituição de um país ser cumprida? O que ganham apoiando um traidor de seu país (pelo menos de acordo coma constituição deste)? É isto o que defendem os admiradores do famigerado Estado Democrático de Direito? Defendem um ex-presidente que justamente foi contra a Constituição de Honduras?

O verdadeiro golpe em Honduras está para ocorrer, com a reposição ao poder do ex-presidente criminoso. Este sim será um golpe, uma afronta às leis daquele país, mas parece que ninguém na imprensa se importa com isto. As opiniões sobre este assunto são de uma uníssona ignorância, que ecoa nas mentes de nossos formadores de opinião. Nada é investigado e tudo é repetido como que sugerido/imposto pela cartilha do “bacharel em jornalismo”.

 

Ora senhores das redações! Tirem de uma vez por todas as camisas vermelhas com o rosto do assassino Che e passem a relatar os fatos com veracidade. Ou vocês acham que não é por esta falta de credibilidade que cada vez mais, menos jornais são lidos?

 

Honduras precisa resistir para que possamos continuar tendo fé na legalidade constitucional.

criado por leniltonmorato    1:32 — Arquivado em: Ciência, História

7.7.09

O EXEMPLO DE HONDURAS

Como jornalistas, diplomados ou não, é dever de todo o profissional da mídia informar os fatos de maneira isenta e acima de tudo com credibilidade. Não se pode, simplesmente, tomar a própria ideologia como fonte da verdade. O que se espera das pessoas que levam à nossas casas informação é que ela tenha, pelo menos, credibilidade. Há muito que não se faz isto nos grandes jornais do Rio e São Paulo. Há muito também que a credibilidade do jornalismo gaúcho é virtude do passado

Não bastasse a ocultação sistemática dos mandos e desmandos do governo federal, da aliança Lula – Chávez – Fidel – FARCs, mais do que provada nas inúmeras atas do Foro de São Paulo, do desmantelamento progressivo da civilização ocidental, nossos jornais, quer sejam impressos, televisionados ou rádiodifundidos, mentem e omitem a realidade novamente, desta vez no âmbito internacional. Trata-se do que está ocorrendo em Honduras. A imprensa, na sua esmagadora maioria, nomeia como golpe de Estado a expulsão do presidente hondurenho, numa clara demonstração de falta total de conhecimento acerca das leis hondurenhas e do significado de tal expressão. Senão, vejamos:

Um golpe de Estado, salvo melhor juízo, decorre quando, de maneira unilateral, as leis de um país são totalmente revogadas e acontece uma total reconstrução dos fundamentos daquele Estado. Pode ser conduzido por um civil ou pelas forças armadas, quando é chamado de golpe militar. Nele o desrespeito à constituição é evidente e é empossado um novo presidente, com a expulsão do anterior. Tal situação ocorreu na Venezuela e em Cuba por exemplo. Mas será que ocorreu em Honduras?

Desde março, o presidente Manuel Zelaya resolveu propor um plebiscito para que assembléia constituinte possibilitasse, entre outras alterações, a reeleição de presidente. Aparentemente, seria apenas uma tentativa de reformar o sistema eleitoral pela via democrática não fosse por um detalhe bastante importante: é ato anticonstitucional.

O artigo 239 da Constituição hondurenha prescreve que “o cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser Presidente ou Designado. Aquele que ofender esta disposição ou propuser sua reforma, bem como aqueles que a apóiem direta ou indiretamente, terão cessados de imediato o desempenho de seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de toda função pública”.

Neste artigo, fica claro como água que a constituição de Honduras não permite a reeleição. Poderia então a constituição sofrer alguma alteração para que fosse alterado este dispositivo? Vejamos o que diz a Carta Magna:

No Título VII, Da Reforma e da Inviolabilidade da Constituição, Capítulo I, Da Reforma da Constituição, o artigo 374 prescreve a cláusula pétrea da impossibilidade de reeleição nos seguintes termos: “Não se poderá reformar, em nenhum caso,  o artigo anterior [ trata da reforma da constituição ], o presente artigo, os artigos constitucionais que se referem à forma de governo, ao território nacional, ao prazo do mandato presidencial, à proibição para ser novamente Presidente da República, o cidadão que o tenha exercido a qualquer título e o referente àqueles que não podem ser Presidentes da República no período subseqüente.”

Observem que a clareza deste extrato da constituição é absolutamente irrefutável! O prazo do mandato presidencial não poderá ser reformado. Não sou eu quem diz isto, mas a lei maior de Honduras. Mas as vedações constitucionais continuam:

O artigo 4º determina que: “A forma de governo é republicana, democrática e representativa. É exercido por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, complementares e independentes e sem subordinação. A alternância no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria.”

É preciso ser mais direto do que este artigo? Será que o que aconteceu foi um golpe de Estado? Ora, o que aconteceu em Honduras nada mais foi di que o irrestrito cumprimento à Constituição!

No Capítulo III, Dos Cidadãos, o artigo 4º estabelece: A qualidade de cidadão perde-se: (…) 5. Por incitar, promover ou apoiar o continuísmo ou a reeleição do Presidente da República;”. Ora, por propor um plebiscito para tentar aprovar a reeleição, Zelaya perde automaticamente sua condição de cidadão. Não sendo cidadão hondurenho, perde o cargo de Presidente da República, conforme o artigo 238“Para ser Presidente ou Designado à Presidência, requer-se: (…)  3.  Estar no gozo dos direitos de cidadão;”.

Como se não bastasse, sendo o Sr Zelaya presidente, ele descumpre o artigo 245 que trata das atribuições do presidente: “o Presidente da República detém a administração geral do Estado: são suas atribuições: 1. Cumprir e fazer cumprir a Constituição, os tratados e convenções, leis e demais disposições legais”. (…) “16. Exercer o comando em Chefe das Forças Armadas em seu caráter de Comandante Geral, e adotar as medidas necessárias para a defesa da República;“. Observa-se, claramente, que o presidente deposto não cumpriu a constituição, conforme determina o artigo acima. Dizer que houve um Golpe Militar no país é de ignorância tal que chega a ser constrangedor que nenhum dos principais jornais do Brasil tenha em seus quadros um colunista que sequer tenha se dado o trabalho de ler a constituição hondurenha. Caso o fizesse, poderiam saber quais são as atribuições das Forças Armadas daquele país:

No Capítulo X, Das Forças Armadas, o artigo 272 dispõe que “As Forças Armadas de Honduras são uma Instituição Nacional de caráter permanente, essencialmente profissional, apolítica, obediente e não deliberante. São constituídas para defender a integridade territorial e a soberania da República, manter a paz, a ordem pública e o império da Constituição, os princípios do livre sufrágio e a alternância no exercício da Presidência da República.”

Foram por estes motivos que o presidente Zelaya foi deposto de seu cargo e impedido de retornar ao país, e não porque o Exército impôs um golpe de Estado. As Forças Armadas nada mais fizeram que não a defesa da constituição de Honduras. A inconstitucionalidade do plebiscito acerca da reeleição foi reforçada por lei aprovada pelo poder legislativo que proíbe a realização de tal consulta 180 dias antes ou depois das eleições gerais. Além disso, a corte suprema daquele país já havia se declarada contrária aos planos de Zelaya.

 

O povo hondurenho deve sim ter orgulho de seu Parlamento, de sua Suprema Corte e de suas Forças Armadas, que defendem a constituição à revelia das pressões internacionais da ONU, da OEA, de Obama, de Chávez e de Fidel. Isto sim é democracia, isto sim é legalidade, quando a Constituição e a lei é colocada onde deve ser colocada, ou seja, acima de qualquer ideologia política ou partidária.

 

Aos nossos jornalistas, um conselho: Menos CNN, menos New York Time, menos MSNBC e mais pesquisa e verdade.

Que o exemplo de Honduras seja seguido pelas demais nações livres do mundo.

criado por leniltonmorato    9:08 — Arquivado em: História, Política

27.5.09

Envolvidos pelo inimigo

O post a seguir será complementado futuramente aqui no blog.

A guerra assimétrica na qual estamos envolvidos a nível mundial desencadeia-se entre duas grandes correntes de pensamento político: os conservadores judaico-cristãos de um lado, e os chamados progressistas do outro. Este outro beligerante não possui uma forma definida, ao contrário do primeiro. Alia-se a quem lhe convém. Geralmente, busca suas mais fortes bases nas minorias, como os homossexuais, e em movimentos duvidosos como o ambientalismo. O islamismo também é parte integrante deste grupo, além, naturalmente, do movimento comunista internacional, coordenado pela KGB russa.

Observa-se que, de um lado, temos um grupo bem definido e com firmes posições bem definidas e conhecidas por todos. Do outro, uma miscelânea de tendências que não tem forma definida, e que justamente por isto se torna mais ameaçadora. Os progressistas são extremamente astutos,e conseguem transformar sua patente desvantagem numérica dentro do seio de uma sociedade ocidental, em uma decisiva vantagem ideológica. Conseguem isto através da infiltração estratégica de seus agentes de desinformação em todos os setores sociais, principalmente a educação e o jornalismo, transformando formadores de opinião em militantes devotados para a sua causa. O resultado é a doutrinação progressiva das classes conservadoras até que elas se tornam servas de sua ideologia.

A grande jogada dos progressistas pode ser observada num aspecto da geopolítica que possui um enorme peso quando falamos de esquerda e direita, comunismo e capitalismo: a economia. Seguindo a cartilha de Antônio Gramsci, eles tomam universidades, jornais, televisões, igrejas e quartéis, levando sua ideologia a todos os ramos sociais. Com palavras de ordem, conquistam mentes e corações, e acabam por virar do avesso a sociedade, revertendo valores seculares com a falsa promessa de igualdade. Ao mesmo tempo, desenvolvem um sistema capitalista de Estado. Intervém na economia de tal forma que conseguem dar aos empresários os lucros necessários pra que fiquem de boca calada, mesmo que a custa de sua total submissão a um sistema tributário feroz, onde se pune com severas taxas e impostos aquelas pessoas que se propõem a investir em uma empresa para dar empregos a tantas outras.

Desta maneira, dopados pelo lucro deste capitalismo estatal, aqueles que poderiam rebater o estado verdadeiramente caótico das coisas, ficam entorpecidos pelo dinheiro fácil, e não conseguem enxergar a total deturpação que ocorre ao seu redor. O liberalismo econômico, tão falsamente condenado pelas hordas de estudantes universitários imbecis, que são conduzidos por professores ainda mais idiotas, foi o sistema de produção que possibilitou aos EUA de Reagan, a explosão de desenvolvimento observado na década de oitenta. Enquanto isto, o sistema comunista matava dezenas de milhões de pessoas, enquanto a prosperidade era patente no outro.

Com o advento do capitalismo de Estado, a patota progressista consegue, ao mesmo tempo, dois grandes objetivos: acentua as desigualdades sociais criada por ela mesmo e coloca a culpa na direita, ao mesmo tempo que silencia os empresários e banqueiros, deixando a estrada aberta para as infiltrações ideológicas.

No Brasil, é evidente que vivemos o mesmo clima. Entretanto, esta guerra assimétrica ocorre nas terras de Pindorama a muito mais tempo do que se imagina, e começou ainda na década de trinta, com a infiltração comunista dentro das Forças Armadas. O movimento de 64 representou uma falsa derrota dos progressistas. Eles perderam o combate no campo militar, mas venceram no campo cultura e ideológico, tanto que são eles, derrotados, que contam a história de hoje.

 Apesar de pensar que este mal foi eliminado, o Exército Brasileiro está literalmente infestado deles, todos nos mais altos postos da hierarquia militar. Diferentemente do passado, quando fomos salvos do maravilhoso regime de Fidel Castro (que de tão bom, não deixa ninguém sair da ilha-prisão), nossas Forças Armadas estão completamente submissas ao interesse das esquerdas, e todos os que se opõe a ela são sumariamente excluídos das fileiras dos militares. Desta vez, não temos mais a pronta resposta dos militares para salvar-nos do socialismo do século XXI, porque, por incrível que parece, eles estão fazendo parte disto, sem perceberem que estão colaborando para o início de um Brasil totalitário. Nossos jornalistas estão nocauteados, nossos empresários estão iludidos, nossos militares estão vivendo num mundo de fantasia paralela, combatendo falsos inimigos e recebendo falsas promessas. Não há mais tempo para recuperarmos nossas esperanças num futuro melhor, porque aqueles que poderiam fazê-lo já escolheram o seu lado. E não é o lado da verdadeira democracia.

criado por leniltonmorato    22:00 — Arquivado em: História

12.4.09

CARTA ABERTA À IMPRENSA GAÚCHA

 Orgulho-me de ser gaúcho. Orgulho-me de nossa história, de nossa terra, de nossa gente. Orgulho da música tradicionalista, dos rodeios, dos festivais. Orgulho-me de ter nascido num estado acostumado a lutar pelos seus ideais, pelos valores da família, da ética, e da justiça. Orgulho-me de fazer parte de um grupo de pessoas diferentes, os gaúchos, que tanto sangue deram a esta terra para que ela pudesse ser parte integrante do território nacional. Nossas tradições, nossos ideais, enfim, tudo aquilo que nos diferencia do resto do país e nos torna quase que como outro país dentro do Brasil. Mas escolhemos ser brasileiros, por opção.

Infelizmente, nem tudo são flores. Meu orgulho se termina como geada sob o calor do sol quando penso na nossa imprensa. Sim, a nossa imprensa. Outrora marcada pela independência hoje se mostra apenas mais um instrumento a serviço das mazelas do mundo. A imprensa gaúcha me envergonha, e vou lhes mostrar por quê. Esta carta aberta dirige-se pontualmente aos dois mais influentes meios de comunicação hoje existentes no estado. A RBS e ao sistema Record-RS, outrora Guaíba - Correio do Povo.

Sei que esta jamais será divulgada em seus periódicos, mas por fazê-la aberta espero atingir a todos os meus conterrâneos gaúchos, não com o intuito de provocar a rixa ou a discussão, mas apenas com o objetivo de tentar clarear as mentes do povo gaúcho.

Primeiro, gostaria que ambas as empresas soubessem que existem pessoas que não são cegas e que, portanto conseguem verificar a grotesca manipulação praticada por estes dois grandes veículos de comunicação em benefício de uma ideologia, ao invés de informar o que acontece no Brasil e no mundo de forma isenta e justa. Parece-me que estes seriam os princípios básicos do jornalismo, e porque não dizer da própria democracia. A liberdade de informação, mas não de algo manipulado, e sim de fatos corretos a serem julgados pelo grande público. Se não há liberdade de informação, sobre o quê teremos opinião?

O que me deixa realmente indignado com a imprensa gaúcha (a brasileira em geral não me surpreende), é a falta do comprometimento com a verdade. Tanto o sistema RBS, a mando do centralismo global, quanto o extinto Guaíba - Correio do Povo têm entrado em uma verdadeira campanha para semear no povo gaúcho, ideais ultrapassados que semearam a morte por onde passaram, e o pior, sem dar qualquer abertura para aqueles contrários ao politicamente correto, senão vejamos.

Campanha eleitoral para Presidente da República, Lula x FHC. O apresentador Boris Casoy pergunta ao então candidato Lula qual sua relação com o Foro de São Paulo, organização criada para unir as esquerdas latino-americanas com o objetivo de tomar o poder a nível continental. Fosse uma emissora séria, o apresentador seria elogiado! Resultado: foi demitido. Ou seja, o primeiro passo para o mascaramento do plano de governo do Sr Lula estava dado. E ninguém, absolutamente ninguém da imprensa chiou sobre o fato. Não seria um poder demasiado grande a um candidato? O poder de influenciar a investigação de um jornalista? A época, a rede Record ainda não havia comprado a Guaíba, mas vejam bem qual é o tamanho da proteção dada ao atual presidente desde os tempos em que era candidato! Grande não é mesmo?

Ainda campanha eleitoral, Zero Hora. Olavo de Carvalho escreve brilhante artigo sobre as mais que comprovadas ligações do PT com o Foro de São Paulo e por conseqüência às FARCs, Fidel e Chávez. Resultado: Olavo é demitido de Zero Hora. Anteriormente, ele já havia sido demitido do Globo, Época, Carta Capital e Folha de São Paulo. Por quê? Ora, porque ele simplesmente se atreveu a dizer a verdade sobre quem realmente estava sendo candidato ao governo. Isto é ou não é uma grotesca manipulação da opinião dos leitores? Tiraram o único, repito, único articulista de direita do jornal. Ele sozinho botou medo em todos os colunistas de esquerda do jornal. E até agora, ninguém jamais apresentou qualquer prova contrária aos seus artigos.

Como se não bastasse os jornais, a manipulação ideológica segue no rádio. Programa das sete, Rádio Guaíba. Todos os convidados a participarem deste programa são de… esquerda! Chega ao cúmulo de Manuela D’Ávila ser convidada e o apresentador, que agora me falha a memória, sequer perguntar a ela qual era o plano político de seu partido, o PC do B. Ele poderia ao menos ter se informado e perguntar algo do tipo: ”Deputada, seu partido, o PC do B é da corrente Maoísta, ou seja, pretende instituir no Brasil um governo comunista a moda chinesa. Como a senhora vê um regime que, só de fome, matou mais de uma dezena de milhões de pessoas?” é lógico que esta pergunta não foi feita. Ao invés disto, ficaram falando algumas frescuras sobre a suposta beleza da deputada, seu filho, etc. Porque a Guaíba não convida para seu Programa das Sete alguém como Graça Salgueiro, Heitor de Paola, ou Olavo de Carvalho? Simples. A rádio nada mais é do que mais um meio para manipular a opinião dos ouvintes.

Agora o que me deixa realmente com mais nojo da imprensa gaúcha é o tratamento dado ao chefe de Estado cubano. Ora RBS, ora Record RS! Vocês não abominam tanto a ditadura? Vivem falando que os militares eram torturadores sanguinários e que mataram dezenas de pessoas e que por isto tínhamos uma ditadura no Brasil? E o que dizer da ilha cubana? Um regime que matou mais de 100 mil pessoas por motivos políticos, onde o presidente é o mesmo a mais de 50 anos, onde só existe um partido, onde pessoas são mortas por quererem sair do país para ir aos EUA, onde a população passa fome? E chamar o seu chefe de Estado de presidente? Vocês só podem estar de sacanagem! O tratamento correto seria DITADOR, porque é isto que Cuba é! CUBA É UMA DITADURA, e não o Brasil, que só conheceu uma, a de Vargas. Se houve o AI-5 no Brasil a culpa foi do VAR-Palmares, do PCB, da UNE e de outros grupos que semeavam o terror no país. Ou será que vocês esqueceram que a luta armada no Brasil começou antes de 1964, ainda com Prestes e Ana Braun, agente soviética infiltrada? (Olga Benário, para aqueles que não estudam). E como se não bastasse o atentado ao aeroporto de Guararapes em 1966, que deixou mortos e feridos que nada recebem de pensão, ao contrário dos terroristas que praticaram o ato? Disto vocês não querem saber! E depois vem me dizer que o DITADOR DE CUBA NÃO É UM DITADOR! Vocês só podem estar de sacanagem.

Como se não bastassem as falsificações da história vocês ainda não conseguem dar uma notícia internacional que preste! Vocês sabiam que a popularidade de Obama está despencando? Que as reformas que ele quer instituir no sistema de saúde e no sistema educacional foram as mesmas instituídas pelo governo da Califórnia? O resultado: a Califórnia está falida! Mas afinal, como posso culpar vocês se só assistem a rede esquerdista CNN e lêem o ainda mais a esquerda The New York Times? Um pouco de FoxNews lhes faria bem, pode acreditar!

É claro que é difícil de obter opiniões isentas quando pessoas da estirpe de FHC, Flávio Tavares, Élio Gaspari, Luis Fernando Veríssimo e David Coimbra, são o carro-chefe dos jornais gaúchos. É como querer saber informações sobre o centenário do Inter lendo o informativo do Grêmio! Vocês da imprensa gaúcha precisam acordar e ver a realidade que os rodeia. É difícil sair das amarras estipuladas nas escolas e nas universidades, pois é nelas que as suas ideologias são formadas e, portanto, é difícil de olhar além da bolha esquerdista construída ao redor das redações. É por isto que deixei de assinar a Zero Hora e só escutar rádio em jornadas esportivas. Abram os seus olhos, deixem de ser rebeldes sem causa. Vocês não têm idéia do tamanho do abismo que estão levando o nosso país.

 

Lenilton dos Santos Morato

 

Idt 0333090004-1 M Def

 

 

 

 

 

criado por leniltonmorato    18:42 — Arquivado em: História, Política

4.4.09

O OBJETIVO DAS FARCs

 

Qual seria o objetivo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia? Seria o controle do tráfico mundial de drogas? Acredito que não. Seria fundar outro país dentro a Colômbia? Quem sabe. O mais provável é que as FARCs queiram somente a tomada do poder, o que é uma grande coisa, naturalmente. E porque querem tomar o poder colombiano? Para impor à Colômbia um regime socialista. Vejamos como:

Os terroristas deste grupo colombiano possuem o apoio maciço de todos os partidos de esquerda da América Latina, fato que pode ser facilmente comprovado pelas atas do Foro e São Paulo. É neste encontro, idealizado pelo atual presidente Lula, que foi elaborada a estratégia comunista para o domínio da região. Como não poderia deixar de ser, as FARCs estiveram e estão presentes sempre nas reuniões do Foro. Prova disto foram os arquivos descobertos no computador de Reyes, onde é provada a ligação destes terroristas com o Partido dos Trabalhadores. Naturalmente, a nossa imprensa ignorou tal fato, auxiliada pela estratégica declaração do Ministro da Justiça Tarso Genro sobre a abertura dos arquivos da “ditadura”, no preciso momento em que se descobriam as indiscutíveis provas da ligação FARCs – PT. É claro que isto não ocorreu por mera coincidência.

O objetivo de um grupo guerrilheiro em qualquer situação, não é obter uma vitória militar contundente sobre, no caso colombiano, o governo. O objetivo é conseguir uma vitória política, de maneira que a guerrilha possa atingir seu objetivo maior, qual seja, a tomada do poder. Para isto, ela utiliza-se de seqüestros e atos de terrorismo com o objetivo claro de desestabilizar o governo atual e possibilitar a sua passagem para a legalidade. A estratégia é simples, mas, paradoxalmente, complexa. Com seus atos de violência, a guerrilha consegue destaque na imprensa local e mundial, ao mesmo tempo em que obtém uma importante vitória política, ao afirmar que o fim da violência depende exclusivamente do governo ao qual se opõe. A imprensa faz seu papel ao propor a regularização da guerrilha, através de sua transformação em partido político, e maneira que possa deixar de tentar seu objetivo pela via armada, e passem a buscá-lo pela via política. Com a propaganda esquerdista, o apoio dos governos da região e da imprensa… voi-là! As FARCs chegam ao poder. Objetivo cumprido.

Certamente alguém poderá pensar que isto é teoria da conspiração, loucura, coisa de direitista. Gostaria de lembrar, porém, que aqui no Brasil aconteceu exatamente isto. O resultado? Dilma, Gushiken, Dirceu, e outros terroristas hoje governam o país.

 

criado por leniltonmorato    10:15 — Arquivado em: História, Política

31.3.09

31 DE MARÇO DE 1964

 

 

Há quarenta e cinco anos atrás, ocorria no Brasil o início de um período de sua história que seria conhecido como “ditadura” ou “golpe militar”. No dia 31 de março de 1964, forças militares assumiram o controle da nação. Ao contrário do que estamos acostumados a ler e ouvir sobre aquele período, que se estendeu até o ano de 1985, não ocorreu um golpe militar, nem tampouco uma ditadura. A razão dos militares terem tomado o controle do país foi a manutenção do regime democrático, seriamente ameaçado no Brasil. Analisar este fato isolando-o do contexto histórico mundial além de ser uma manipulação proposital da história é a prova mais cabal da qualidade de nossos historiadores e jornalistas.

Para entendermos o porquê deste movimento, temos que analisar o que ocorria com o mundo naquele período e suas implicações em terras verde-amarelas. Vivíamos a chamada guerra fria, um período onde duas correntes antagônicas buscavam o domínio do globo: De um lado, o capitalismo, capitaneado pelos EUA. Do outro, o comunismo, liderado pela URSS. Para que nosso país não caísse nas mãos dos comunistas, cujo regime MATOU 100 MILHÕES DE PESSOAS nos diversos países em que este se sagrou vitorioso, a participação das Forças Armadas foi fundamental. Como estratégia mundial, a internacional comunista tinha no Brasil um país alvo, cuja importância era relevante para a conquista da América Latina. Foi por este motivo que ainda nas décadas de 1920 – 1930, os bolcheviques infiltraram seus agentes dentro de diversos setores da sociedade, especialmente na política, com a criação do PCB, Partido Comunista Brasileiro, e do financiamento do mesmo. Além disto, o recrutamento de simpatizantes da causa fez com que o discurso sedutor de uma sociedade igualitária fosse seduzindo cada vez mais a classe dita intelectual brasileira, especialmente a universitária. É neste período que a agente Russa, conhecida no Brasil conhecida como Olga Benário, foi designada para proteger Prestes, e colocar em ação o plano para a tomada do poder pelos comunistas no Brasil. Evidentemente, ao longo de todo o período 64-85, eles não foram os únicos a tentarem impor ao país um regime vermelho. Leonel Brizola e José Dirceu que o digam! Treinados em Cuba, também tinham e tem o objetivo permanente de fazer o comunismo uma realidade para “acabar com as injustiças do sistema capitalista”.

Para tentar impor ao país o regime comunista, seus militantes agem basicamente de três maneiras, inspirados pelas três experiências mais relevantes. São elas, a URRS, a China e Cuba. Conseqüentemente, a maneira com a qual as diversas tendências atuam é diferenciada. Na primeira, o exemplo russo, o objetivo é introduzir no seio da classe trabalhadora, incluindo as Forças Armadas, a insatisfação com os patrões e a organização dos trabalhadores em sindicatos com o objetivo de desestabilizar o sistema produtivo e conseqüentemente a organização das massas, incutindo em suas cabeças que o poder deve ser passado para o proletariado, através de uma ditadura popular, onde não haveriam patrões e nem empregados. No âmbito militar, a idéia era acabar com a hierarquia e a disciplina, fazendo com que soldados, cabos e sargentos se rebelassem contra os oficiais das patentes mais altas. Neste caso o objetivo era assumir o controle dos aquartelamentos e a quebra da espinha dorsal das Forças Armadas, fazendo com que estas não pudessem ser mobilizadas contra os militantes. No exemplo chinês, a idéia é o recrutamento e a formação de um exército popular de libertação, principalmente através dos agricultores, tal qual foi a Revolução Chinesa. Com a instabilidade no meio rural, a produção de alimentos seria prejudicada e a segurança nacional comprometida. Através da luta armada, então, os militantes tomariam o poder, e imporiam a sua ditadura popular. No exemplo cubano, a tomada do poder ocorreria através de ações de terrorismo, coordenadas a partir de zonas ermas do território nacional. Da mesma maneira que as demais, a utilização de pessoal recrutado com as maravilhosas promessas da igualdade para todos, a desestabilização do país serviria de plano de fundo para a ascensão ao poder dos comunistas, com a promessa de resolver todos os problemas nacionais.

Além destas ações, o recrutamento de artistas e intelectuais para a causa legitimaria o governo, fazendo com que nosso país caísse nas mãos daqueles que assassinaram dezenas de milhões de pessoas ao redor do globo. Era evidente que a sociedade brasileira estava desconfiada de que sua segurança estava prejudicada. Afinal, ataques a bomba e invasões de terras ocorriam sistematicamente, além de casos como a Intentona Comunista, que espalhou o terror e o medo na população através de ações de seqüestros, estupros e assaltos contra pessoas e estabelecimentos comerciais. Era neste tipo de coisas que nossos “estudantes” estavam preocupados em fazer, e não em lutar contra a “cruel ditadura”.

Era esta, muito resumidamente, a conjuntura internacional e nacional que vivíamos. Estávamos sim em plena luta contra a comunização do Brasil. Isto era algo que a esmagadora maioria da população não queria.

Foi durante o governo do fraco João Goulart que os ânimos começaram a se acirrar. Com suas reformas de bases, que atingiriam a agricultura, a educação a indústria e a propriedade, ficava claro que este presidente estava começando a preparar o caminho para o pior. Sua visita à China deixou ainda maiores suspeitas sobre suas reais intenções para com o país. Seu cunhado, Leonel Brizola, já estava organizando os seus “homens”, em pequenos grupos, para tentar desestabilizar a segurança nacional. Com diversas manobras políticas parecia que estávamos mesmo caminhando para o inevitável. Os atentados a bomba, a crise no setor de produção, greves em massa, seqüestros etc., levaram a sociedade brasileira a seu limite, fazendo com que ela se voltasse para o Exército Brasileiro com o objetivo de evitar que suas bases fossem destruídas. Pressionado pela população e pela imprensa, os militares não tiveram outra escolha que não a intervenção na política nacional, salvando o país de uma verdadeira ditadura. O objetivo era a devolução do poder às mãos dos civis, mas tal fato não se concretizou, porque os derrotados da revolução sem sangue continuaram nas suas ações terroristas iniciadas com o atentado a bomba no aeroporto de Guararapes, em 1966. Foi este o início da luta armada no governo militar, o que obrigou a edição do famigerado AI-5.  Este nada mais foi do que uma reação contra a violência crescente e possibilitou ao exército a vitória sobre os terroristas da esquerda.

Infelizmente, esqueceram de combater na guerra cultural. O resultado é que, além de serem difamados por todos os setores formadores de opinião, vítimas e colaboradores de uma das maiores falsificações da história que se tem notícia no mundo, a revolução passa como ditadura, e aqueles que mataram, estupraram, seqüestraram e roubaram, passem de terroristas a pobres estudantes defendendo a liberdade.

Mas a culpa disto é exclusivamente dos próprios militares que se calaram sobre o ocorrido e deixaram que Figueiredo e Geisel assumissem a presidência do país. Mas isto já é outra história…

 

criado por leniltonmorato    16:02 — Arquivado em: História

22.3.09

MAIS DO QUE A CRISE ECONÔMICA

Nos últimos cem anos, o mundo vem passando por mudanças drásticas de comportamentos e de conceitos que antes estavam firmemente arraigados na nossa sociedade. Esta mudança começou muito tempo antes, no século XVIII, quando a revolução francesa destruiu a sociedade daquele país e transformou a maior potência européia da época em um país de segundo plano. A revolução é a fonte primeira que alimenta os ideais comunistas, feministas, ambientalistas, etc. É ela que trouxe para os dias de hoje a noção de destruição da civilização que foi usada na Rússia, China, Camboja, Coréia do Norte, Vietnã, Cuba, dentre outros países, e que levou a morte de mais de 100 milhões de pessoas. Hoje em dia, sua penetração é muito mais complexa, pois está arraigada nos pilares de nossos valores, e vem destruindo sistematicamente tudo aquilo que nossos antepassados conquistaram, ao custo de muito sangue e suor.
Hoje, estamos no meio de um processo avançado de degeneração de nossos valores sociais. De todos eles, o mais atacado e possivelmente o mais importante é a família. Com a destruição do valor família, o movimento revolucionário tem conquistado expressivas vitórias e trazendo para o século XXI um novo tipo de civilização. A destruição do valor família é bastante visível e é resultado de um estudo profundo e complexo elaborado pelos estrategistas da revolução. Mas quem seriam estes estrategistas e qual é o seu objetivo: nada mais nada menos que os socialistas, e seu objetivo é a construção de um governo mundial. A ONU está aí para dizer que não estou assim tão enganado.
Para destruir uma sociedade é preciso desestabilizar seu centro gravitacional. No caso de nossa civilização ocidental, o centro é a família, nascida ainda na antiguidade. Para destruir este ponto de equilíbrio, é preciso uma estratégia que pareça inofensiva e que tenha apelo social. É neste ponto que começamos a explorar a estratégia revolucionária da esquerda.
O primeiro passo é lutar pelos direitos das minorias e fazer com que a exceção torne-se a regra. Para isto, a manipulação de mentes frescas e corações puros são essenciais. É quando entra em ação temas como o gayzismo, o feminismo e os direitos humanos, só para citarmos três. Através de palavras de ordem e de falsas estatísticas, os recrutadores a serviço do novo sistema que está em gestação promovem debates acirrados para transformar o que antes era exceção, em regra. É quando começamos a achar normal que homossexuais adotem crianças e que tal comportamento é perfeitamente normal. Argumentos não faltam, como por exemplo, o do que no mundo animal o homossexualismo é algo normal, quando na verdade somente ocorre quando há escassez de determinado sexo na população de animais. Outra maneira é tratar como preconceituosos todos aqueles que pensam que o homossexualismo é algo anormal. O argumento, novamente, é de que tal situação não é uma doença, mas uma predisposição genética por exemplo. Neste caso, se o homossexualismo é determinado por nossos genes e não é uma doença, podemos tirar do rol das enfermidades a Síndrome de Down, por exemplo, que tem comprovadamente, raízes puramente genéticas. É claro que não tenho qualquer preconceito com portadores de tal enfermidade, mas não posso afirmar que as pessoas que a possuem são a regra da população de seres humanos, quando na verdade, são exceções. É o que ocorre com o homossexualismo. Não tenho qualquer preconceito, mas não posso considerá-los como exemplares perfeitamente normais da espécie humana, quando não o são. Certamente, serei crucificado por esta opinião, embora estejamos vivendo pretensamente em um regime de liberdade de expressão.
Com o feminismo, ocorre algo bastante semelhante. Sob a idéia de que o sexo feminino não é frágil e que precisam de direitos iguais, as militantes cometem um duplo erro. É sabido que o sexo feminino não pode ser equiparado ao masculino, especialmente em tarefas que exijam força física. Não quer dizer que as mulheres não sejam capas de executar as mesmas tarefas que os homens, mas somente que para algumas destas tarefas elas não estão tão bem preparadas para executar quanto o sexo masculino, e vice-versa. Por trás deste movimento revolucionário está um projeto muito maior, como já vimos. Ao seguirem os mandamentos feministas, as mulheres deixam de se preocupar com a sua responsabilidade no seio familiar, qual seja, a de ser o ponto de equilíbrio. As mães solteiras proliferam-se aos milhares com tanto orgulho que chega a ofuscar o mal que elas estão fazendo a seus filhos e por conseqüência a toda a nossa sociedade. Famílias desestruturadas, sem a figura do pai, tendem a ser cada vez mais a regra, fazendo com que as crianças deixem de ter uma orientação adequada para o desenvolvimento de suas vidas. Padrastos e madrastas não têm o mesmo comprometimento com seus enteados do que os pais verdadeiros das crianças. Desta maneira, não é surpresa que os casos de violência contra as crianças tenham crescido de maneira drástica nos últimos anos. A falta de famílias coesas e equilibradas abre espaço para a geração de jovens insatisfeitos e sem compromisso, o que os torna presas fáceis para os recrutadores das esquerdas. O pior de tudo é que as mulheres feministas se acham libertas das amarras de uma sociedade machistas e na conseguem perceber que estão sendo utilizadas como massa de manobra em algo muito pior. Na verdade, elas, assim como os gayzistas estão construindo o muro de sua própria prisão, sem a mínima desconfiança disto.
Com os ativistas dos Direitos Humanos, ocorre algo bastante semelhante. Com seus gritos por tratamentos dignos para toda a espécie de ser humano, eles acabam incutindo na sociedade uma perigosa relação de inversão de valores. O ponto alto da estratégia é colocar o criminoso em condição de igualdade para com a vítima, o que acaba ocasionando um lógico desequilíbrio dentro de toda a comunidade de determinado país, ou mesmo do mundo inteiro. A situação chega a tal ponto que é assegurado uma quantidade tamanha de direitos aos bandidos que estes ficam praticamente imunes ao cumprimento de suas penas pelos crimes cometidos. Em contrapartida, as suas vítimas apenas assistem atônitos aos seus algozes gozarem de cada vez mais e mais direitos. É a síndrome do coitadismo. Se alguém comete um crime, especialmente se o agente provém das camadas mais pobres, imediatamente é utilizado o artifício do problema social. Não é o criminoso que é responsável pelos atos por vezes hediondos que ele comete, mas a cruel sociedade em que vive. E a culpa recai sobre os ombros de quem? Da própria sociedade, que precisa ser destruída e reconstruída. E adivinhem quem tem a solução?
Além de criminosos coitadinhos, os ativistas dos Direitos Humanos acabam por entrar em uma seara que vai ao encontro de toda a estratégia revolucionária, que é a condução da educação de nossos filhos. Sob argumentos de uma psicologia altamente suspeita, eles retiram a autoridade dos pais em educar suas crianças, fazendo com que eles percam as ferramentas que dispõem para educar seus descendentes. Sem sombra de dúvida, é uma estratégia brilhante! Ao mesmo tempo em que retira a autoridade dos pais, também retira a de professores e instrutores, fazendo com que nossas escolas deixassem de ser locais para o aprendizado para serem locais onde se passa de série de qualquer maneira. Isto causa efeitos diretos em nossas futuras gerações, colocando em colapso os fundamentos de toda a nossa sociedade.
Justiça está muito distante de tratar todos de maneira igual. Justiça consiste em tratar os desiguais com desigualdade, na proporção em que estes se desigualam. Nem mais nem menos.
Juntando estes três exemplos, vemos como eles conseguem destruir a instituição familiar e, por extensão, toda a nossa comunidade. Além da família, a esquerda, utilizando os mesmos argumentos, busca e consegue com um sucesso estrondoso a destruição de outro pilar básico de nossa civilização, qual seja, a religião. Com as mesmas palavras de ordens, tais grupos vão muito além do ataque à igreja. Eles se infiltraram no seio do clero, fazendo com que este se torne mais um aliado dentro de sua estratégia mundial. Como se vê, a crise econômica é. De longe, o menor de nossos problemas.

criado por leniltonmorato    18:31 — Arquivado em: História, Política

A MENSAGEM DE OBAMA

 A mensagem do presidente dos EUA, Barack Hussein Obama ao mundo islâmico na semana passada pode ser entendida como uma perigosa tentativa daquele líder em aliar-se ao mundo islâmico. Segundo o discurso, sua política diplomática seria totalmente diversa da de George W Bush, pois este tratava o Irã como um país hostil. Segundo Obama, os EUA e o Irã devem buscar o diálogo para que possam semear a tolerância no mundo e apaziguar as contendas entre o islã e Israel por exemplo. Para alguém desavisado, este pode ser um sinal claro de que o presidente norte-americano está procurando apenas resolver a questão islâmica de forma pacífica e civilizada. Entretanto, para quem está um pouco mais informado esta situação é, se não alarmante no mínimo, inquietante. Vale ressaltar que Obama é muçulmano, o que por si só já bastaria para justificar a sua benevolência para com islã. Na verdade, a mensagem que fica é de que os EUA não têm capacidade para lidar com o Irã de maneira pacífica. Pudera! O governo de Mahmoud Ahmadinejad vem desenvolvendo com apoio russo, tecnologia bélica nuclear, o que certamente colocará em risco a paz mundial num futuro mais próximo. É importante lembrar que os muçulmanos iranianos querem acabar com os infiéis, ou seja, nós. Ao invés de combatê-los como fez o governo Bush, Obama prefere unir-se a eles, na melhor estratégia “dormindo com o inimigo”. Vale ressaltar, também, que o partido democrata dos EUA tem fortes relações com Chávez, Ahmadinejad e mesmo Fidel. Não é novidade, também, que o objetivo dos grupos islâmicos como o Hamas a Al Qaeda e a Jihad Islâmica é o de varrer Israel do mapa, como já foi dito e confirmado inúmeras vezes por seus representantes É claro que, daqui do Brasil, jamais teremos acesso a estes tipos de informações através da nossa imprensa. Afinal, toda ela está comprometida até o pescoço com a estratégia revolucionária mundial, salvo raras e honrosas exceções. Num país onde as principais fontes de informação internacionais são o The New York Times e a CNN, simplesmente nos resta procurar informação na Internet, e esta rede é pouco utilizada no país para que obtenhamos informações isentas, ficando relegada apenas às votações do BBB, dentre outras porcarias. Parece que aos poucos, Obama está mostrando ao povo dos EUA e ao mundo qual é o objetivo de seu governo, qual seja o de destruir seu próprio país. Para isto, ele conta com seus aliados islâmicos e socialistas, estes espalhados na mídia, nas universidades e na indústria do entretenimento. Para a sorte do povo norte-americano, lá eles têm canais de televisão de rádio e alguns jornais que não seguem a cartilha comunista, ao contrário do que acontece no Brasil, o que possibilita que eles fiquem mais informados acerca do planejamento democrata para os EUA. É por estas e outras que a popularidade de Obama vem progressivamente diminuindo. O que poucos querem admitir, por conta de supostas retaliações, é que estamos no meio de uma guerra que envolve a sobrevivência de nossa civilização e de nossa cultura judaico-cristã. Não é uma guerra bélica como emprego de exército ou armas para obter-se a vitória. É uma batalha silenciosa, cultural, que vem sendo travada com enorme sucesso pelo mundo muçulmano, que ainda conta com toda a estrutura de desinformação e destruição cultural montada pelos comunistas. Em meio a este combate, está como último reduto da liberdade de expressão e da democracia, os EUA. Mas quando o seu presidente resolve jogar a toalha não temos mais o que esperar de ninguém? A quem devemos recorrer? A Europa, mais islamizada e socialista do que nunca? Não leitores, tudo o que nos resta é que o povo norte-americano acorde do transe hipnótico ao qual está submetido. Felizmente, lá existem jornalistas, artistas e intelectuais de verdade, que não se deixaram levar pela falácia democrata. A nós tupiniquins, resta-nos esperar e torcer para que o pior não aconteça.

criado por leniltonmorato    16:54 — Arquivado em: História, Política

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