Cruzado de Direita

Espaço destinado a fazer um contraponto às questões políticas, culturais e científicas postos pela imprensa brasileira

20.8.09

Separatismo Gaúcho 2

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Politicamente o Rio Grande do Sul é um dos estados que mais se destaca no cenário nacional. Através da história, produziu notáveis líderes políticos que contribuíram para a formação de nosso país. Entretanto, o grande apego que temos à terra, faz com que deixemos de ver algumas verdades por trás destes homens e mulheres que tanto são presentes em nossa história. O movimento separatista do RS parece encontrar em seus líderes políticos, verdadeira oposição, num paradoxo que remonta a própria formação da classe política gaúcha.

Um bom exemplo a ser citado é o de Getúlio Vargas. Único ditador da história da república brasileira é tido como um grande herói pela nação e em particular pelo Rio Grande. Mas o que fez Getúlio? Basicamente assentou as bases para o chamado capitalismo de estado, através de uma política trabalhista e estatizante que colocou o capitalismo literalmente de joelho, tal qual fizera Hitler na Alemanha Nazista. Centralizador, ordenou que os hinos e bandeiras dos entes da federação fossem abolidos, fortalecendo ainda mais o poder central sediado, na época, no Rio de Janeiro. Desta maneira, o fortalecimento da União ganhava cada vez mais corpo, antecipando a situação que temos no dia de hoje. Mesmo nossos atuais representantes não tem qualquer intenção de separar o RS, ou torná-lo mais independente, muito pelo contrário. Políticos admirados pela população gaúcha, particularmente entre os meio universitários e jornalísticos, estão comprometidos com uma causa que muito se diferencia de uma suposta cisão do território nacional.

Basta olharmos para as Manuelas, Lucianas e Marias do Rosário da vida. Ou então, para Simon, Paulo Paim, Tarso ou Olívio Dutra. O que todos têm em comum? A orientação socialista de suas agendas políticas, seja maoísta, no caso de Manuela D’ávila por exemplo, ou Castrista, como Luciana Genro, Tarso, Olívio Dutra entre outros. E o que isto tem a ver com a pretensão gaúcha ao separatismo? Todas as correntes socialistas, ou de esquerda, são altamente centralizadoras do poder (isto sem falar nas 100 milhões de mortes causadas por ela). Basta verificar o que aconteceu com o Brasil nos últimos 30 anos, quando Geisel e Figueiredo aproximaram-se do bloco comunista até os governos FH e Lula. A centralização é patente, tão evidente que chega a ser inacreditável. Impostos gerados nos estados são transferidos para a União, que literalmente rouba a riqueza produzida por eles. O destino destes impostos e a fome interminável da União é tema de outro post. Com todo este centralismo, fica cada vez mais difícil não só ao RS, ter uma efetiva autonomia. Afinal, a grande massa da população é comprada com “bolsas” de tudo quanto é tipo, ficando cega diante daquilo que se passa a sua frente. Nossos formadores de opiniões, escrevendo em jornais ou dando aula nos cursos de Ciências Humanas de nossas faculdades aplaudem a toda esta situação, ratificando cada vez mais todo este estado de coisas.

Com a infiltração realizada dentro da cultura gaúcha e a formação de quadros políticos altamente centralizadores, aliado à conivência silente daqueles que deveriam pensar no assunto, a população aplaude inconscientemente àqueles que lhe tiram progressivamente a sua raiz cultural e a sua liberdade política. Em um contraponto radical, porém pobre de informações confiáveis, surgem os movimentos separatistas, sem força política ou mesmo cultural. Seria muito mais produtivo que os integrantes destas organizações buscassem a nossa autonomia política e cultural perdida, ao invés de ficarem apostando numa independência plena que, em essência, em última análise, não tem razão de ser.

PS: Brizola e Jango ficaram de fora. O primeiro por ser um anarquista fracassado que recebeu dinheiro cubano para suas células comunistas que nunca foram além de promessas. Destacou-se por ser governador do RJ e por suas ligações com o tráfico. O segundo simplesmente por ser um fraco sem ideal, altamente influenciável pela corrente dominante.

Este provavelmente foi o último post deste blog. Estou mudando para leniltonmorato.blogspot.com.

criado por leniltonmorato    13:30 — Arquivado em: História, Política

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