22.3.09
QUESTÃO DE CONHECIMENTO
O caso do aborto feito na menina de 9 anos causou grande alarde nacional, e não podia ser diferente. O fato de uma criança em tão tenra idade ter ficado grávida por si só já seria inquietante. As circunstâncias desta gravidez, no entanto, tornam o seu caso ainda mais terrível, o que causa a indignação geral da sociedade, o que é perfeitamente justo e esperado.
Acontece que a Igreja católica, decidiu que a mãe desta criança e os envolvidos na operação de aborto deveriam ser excomungados da religião, e isto causou um verdadeiro choque na opinião pública nacional e nos intelectuais de plantão, dizendo que foi um ato de prepotência da Igreja Católica. Tal afirmação demonstra somente a total ignorância destas pessoas que, sem o mínimo conhecimento de causa, acham-se experts em tudo o que é tipo de assunto. A excomunhão proclamada pelo Arcebispo nada tem de autoritário ou coisa do tipo. Ele simplesmente aplicou o que prescreve o Direito Canônico.
Do pouco conhecimento que tenho sobre tal área, tenho a dizer que a decisão foi acertada. O religioso não excomungou ninguém, não julgou ninguém, apenas fez um comunicado. O Direito Canônico é claro: em caso de aborto a excomunhão é imediata e sumária. Não sou eu quem diz, não é o padre, o bispo ou o papa. É o que prescreve o Direito Canônico.
Pela falta de conhecimento geral dos palpiteiros de plantão é que somos obrigados a ver num programa, como o vermelho Saia Justa, uma ignorante como a Beth Lago, dizer que foi prepotência do religioso, a excomunhão. Seria muito mais proveitoso para o programa não questionar a excomunhão dos envolvidos no aborto, mas a não-excomunhão do pai que estuprou a filha. Esta sim é uma questão que deveria ser vista pelos debatedores e não o questionamento de algo que já está arraigado no direito religioso. Vale lembrar que, no caso de aborto, a excomunhão é automática, mesmo sem o conhecimento do réu, ou seja, o fiel será excomungado e estará excomungado, mesmo que ele sequer saiba disto.
É evidente que o ato do estupro é abominável, assim como o ato do aborto também. A retirada da vida de inocentes deve sempre ser vista como o pior dos crimes, quer seja um caso de aborto ou homicídio. O crime neste caso é contra a vida. Já o estupro, por pior que seja, é menos grave do que o homicídio, disto não há dúvida. Não quer dizer, absolutamente que tal crime não seja hediondo.
Para evitar que a excomunhão seja aplicada a um abortista ou responsável por ele, a solução é simples, realmente muito simples: basta que se mude para uma religião com leis diferentes.
Muitos são os argumentos daqueles que defendem o aborto. Poucos são aqueles que informam, por exemplo, casos em que meninas de 9, 8 anos deram a luz a filhos saudáveis, que foram depois enviados para o serviço de assistência social de seus países, como pode ser visto em WWW.heitordepaola.com. O que acontece é que os abortistas estão no mesmo barco dos gayzistas, feministas, indigenistas e tantos outros “istas” que querem a desestabilização de nossa sociedade. Mas isto é assunto para outro post.


criado por leniltonmorato
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