Cruzado de Direita

Espaço destinado a fazer um contraponto às questões políticas, culturais e científicas postos pela imprensa brasileira

22.3.09

MAIS DO QUE A CRISE ECONÔMICA

Nos últimos cem anos, o mundo vem passando por mudanças drásticas de comportamentos e de conceitos que antes estavam firmemente arraigados na nossa sociedade. Esta mudança começou muito tempo antes, no século XVIII, quando a revolução francesa destruiu a sociedade daquele país e transformou a maior potência européia da época em um país de segundo plano. A revolução é a fonte primeira que alimenta os ideais comunistas, feministas, ambientalistas, etc. É ela que trouxe para os dias de hoje a noção de destruição da civilização que foi usada na Rússia, China, Camboja, Coréia do Norte, Vietnã, Cuba, dentre outros países, e que levou a morte de mais de 100 milhões de pessoas. Hoje em dia, sua penetração é muito mais complexa, pois está arraigada nos pilares de nossos valores, e vem destruindo sistematicamente tudo aquilo que nossos antepassados conquistaram, ao custo de muito sangue e suor.
Hoje, estamos no meio de um processo avançado de degeneração de nossos valores sociais. De todos eles, o mais atacado e possivelmente o mais importante é a família. Com a destruição do valor família, o movimento revolucionário tem conquistado expressivas vitórias e trazendo para o século XXI um novo tipo de civilização. A destruição do valor família é bastante visível e é resultado de um estudo profundo e complexo elaborado pelos estrategistas da revolução. Mas quem seriam estes estrategistas e qual é o seu objetivo: nada mais nada menos que os socialistas, e seu objetivo é a construção de um governo mundial. A ONU está aí para dizer que não estou assim tão enganado.
Para destruir uma sociedade é preciso desestabilizar seu centro gravitacional. No caso de nossa civilização ocidental, o centro é a família, nascida ainda na antiguidade. Para destruir este ponto de equilíbrio, é preciso uma estratégia que pareça inofensiva e que tenha apelo social. É neste ponto que começamos a explorar a estratégia revolucionária da esquerda.
O primeiro passo é lutar pelos direitos das minorias e fazer com que a exceção torne-se a regra. Para isto, a manipulação de mentes frescas e corações puros são essenciais. É quando entra em ação temas como o gayzismo, o feminismo e os direitos humanos, só para citarmos três. Através de palavras de ordem e de falsas estatísticas, os recrutadores a serviço do novo sistema que está em gestação promovem debates acirrados para transformar o que antes era exceção, em regra. É quando começamos a achar normal que homossexuais adotem crianças e que tal comportamento é perfeitamente normal. Argumentos não faltam, como por exemplo, o do que no mundo animal o homossexualismo é algo normal, quando na verdade somente ocorre quando há escassez de determinado sexo na população de animais. Outra maneira é tratar como preconceituosos todos aqueles que pensam que o homossexualismo é algo anormal. O argumento, novamente, é de que tal situação não é uma doença, mas uma predisposição genética por exemplo. Neste caso, se o homossexualismo é determinado por nossos genes e não é uma doença, podemos tirar do rol das enfermidades a Síndrome de Down, por exemplo, que tem comprovadamente, raízes puramente genéticas. É claro que não tenho qualquer preconceito com portadores de tal enfermidade, mas não posso afirmar que as pessoas que a possuem são a regra da população de seres humanos, quando na verdade, são exceções. É o que ocorre com o homossexualismo. Não tenho qualquer preconceito, mas não posso considerá-los como exemplares perfeitamente normais da espécie humana, quando não o são. Certamente, serei crucificado por esta opinião, embora estejamos vivendo pretensamente em um regime de liberdade de expressão.
Com o feminismo, ocorre algo bastante semelhante. Sob a idéia de que o sexo feminino não é frágil e que precisam de direitos iguais, as militantes cometem um duplo erro. É sabido que o sexo feminino não pode ser equiparado ao masculino, especialmente em tarefas que exijam força física. Não quer dizer que as mulheres não sejam capas de executar as mesmas tarefas que os homens, mas somente que para algumas destas tarefas elas não estão tão bem preparadas para executar quanto o sexo masculino, e vice-versa. Por trás deste movimento revolucionário está um projeto muito maior, como já vimos. Ao seguirem os mandamentos feministas, as mulheres deixam de se preocupar com a sua responsabilidade no seio familiar, qual seja, a de ser o ponto de equilíbrio. As mães solteiras proliferam-se aos milhares com tanto orgulho que chega a ofuscar o mal que elas estão fazendo a seus filhos e por conseqüência a toda a nossa sociedade. Famílias desestruturadas, sem a figura do pai, tendem a ser cada vez mais a regra, fazendo com que as crianças deixem de ter uma orientação adequada para o desenvolvimento de suas vidas. Padrastos e madrastas não têm o mesmo comprometimento com seus enteados do que os pais verdadeiros das crianças. Desta maneira, não é surpresa que os casos de violência contra as crianças tenham crescido de maneira drástica nos últimos anos. A falta de famílias coesas e equilibradas abre espaço para a geração de jovens insatisfeitos e sem compromisso, o que os torna presas fáceis para os recrutadores das esquerdas. O pior de tudo é que as mulheres feministas se acham libertas das amarras de uma sociedade machistas e na conseguem perceber que estão sendo utilizadas como massa de manobra em algo muito pior. Na verdade, elas, assim como os gayzistas estão construindo o muro de sua própria prisão, sem a mínima desconfiança disto.
Com os ativistas dos Direitos Humanos, ocorre algo bastante semelhante. Com seus gritos por tratamentos dignos para toda a espécie de ser humano, eles acabam incutindo na sociedade uma perigosa relação de inversão de valores. O ponto alto da estratégia é colocar o criminoso em condição de igualdade para com a vítima, o que acaba ocasionando um lógico desequilíbrio dentro de toda a comunidade de determinado país, ou mesmo do mundo inteiro. A situação chega a tal ponto que é assegurado uma quantidade tamanha de direitos aos bandidos que estes ficam praticamente imunes ao cumprimento de suas penas pelos crimes cometidos. Em contrapartida, as suas vítimas apenas assistem atônitos aos seus algozes gozarem de cada vez mais e mais direitos. É a síndrome do coitadismo. Se alguém comete um crime, especialmente se o agente provém das camadas mais pobres, imediatamente é utilizado o artifício do problema social. Não é o criminoso que é responsável pelos atos por vezes hediondos que ele comete, mas a cruel sociedade em que vive. E a culpa recai sobre os ombros de quem? Da própria sociedade, que precisa ser destruída e reconstruída. E adivinhem quem tem a solução?
Além de criminosos coitadinhos, os ativistas dos Direitos Humanos acabam por entrar em uma seara que vai ao encontro de toda a estratégia revolucionária, que é a condução da educação de nossos filhos. Sob argumentos de uma psicologia altamente suspeita, eles retiram a autoridade dos pais em educar suas crianças, fazendo com que eles percam as ferramentas que dispõem para educar seus descendentes. Sem sombra de dúvida, é uma estratégia brilhante! Ao mesmo tempo em que retira a autoridade dos pais, também retira a de professores e instrutores, fazendo com que nossas escolas deixassem de ser locais para o aprendizado para serem locais onde se passa de série de qualquer maneira. Isto causa efeitos diretos em nossas futuras gerações, colocando em colapso os fundamentos de toda a nossa sociedade.
Justiça está muito distante de tratar todos de maneira igual. Justiça consiste em tratar os desiguais com desigualdade, na proporção em que estes se desigualam. Nem mais nem menos.
Juntando estes três exemplos, vemos como eles conseguem destruir a instituição familiar e, por extensão, toda a nossa comunidade. Além da família, a esquerda, utilizando os mesmos argumentos, busca e consegue com um sucesso estrondoso a destruição de outro pilar básico de nossa civilização, qual seja, a religião. Com as mesmas palavras de ordens, tais grupos vão muito além do ataque à igreja. Eles se infiltraram no seio do clero, fazendo com que este se torne mais um aliado dentro de sua estratégia mundial. Como se vê, a crise econômica é. De longe, o menor de nossos problemas.

criado por leniltonmorato    18:31 — Arquivado em: História, Política

Nenhum Comentário »

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário


Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://abrasuacabeca.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.