20.12.08
Inversão de valores
Com a desculpa mais do que surrada da “conscientização”, nossas crianças e adolescentes estão sendo impregnados das sementes que irão progressivamente germinar e destruir os fundamentos nos quais se baseiam a nossa sociedade. A inversão de valores e do que é certo e errado tem contribuído de maneira decisiva para a transformação de nosso país em uma república popular. Não é necessário sequer sair de casa para comprovar esta mudança. Basta dar uma olhada em nossos programas televisivos para vermos que tudo o que passa poderia ser resumida a uma grande montanha de lixo orgânico. Para os autores de novelas, por exemplo, a traição e o homossexualismo são coisas completamente normais e sem qualquer implicação em nossas crianças. O empresário sempre é malvado e os empregados sempre são os heróis. Quando são maus, é sempre porque têm “boas intenções”.
O mais preocupante é saber que a fonte de todo este lixo está nos bancos universitários das faculdades de ciências sociais, onde a doutrinação marxista e gramscista dominam os debates acadêmicos. O cerne de nossa organização como sociedade está quebrado. Hoje, traição é algo encarado como comum, e fazer a coisa errada passou a ser sinônimo de heroísmo. De acordo com o padrão das instituições de ensino e de (des) informação, a culpa pelas mazelas sociais não é de quem as causa, mas de quem as sofre. Ou seja, se um assassino mata alguém a culpa não é dele, mas da vítima, que faz parte de uma elite que regula a sociedade e blá blá blá.
Pior ainda é verificar que programas com grande audiência são os que mais desinformam. Dou dois exemplos, um na televisão aberta, outro na fechada: Jô Soares e Saia Justa, respectivamente. No primeiro, um pedante poliglota se acha conhecedor profundo dos assuntos que aborda, mas não pode sequer responder aos argumentos mais básicos do deputado Bolsonaro quando este esteve em seu programa. Imagino o que Olavo de Carvalho faria com ele, certamente seria K O no primeiro round (bloco). O outro trás jornalista e artistas que são a essência da ignorância, a ponte de uma delas considerar a pichação como uma obra de arte. São esses os exemplos de elite intelectual que é seguido em nosso país, sem falar no Arnaldo Jabor, um comentarista que exalta Lênin e esquece que ele matou alguns milhões de pessoas pela sua revolução.
Afora isso tudo, dentro de nossas escolas as crianças são familiarizadas desde a mais tenra idade com os instrumentos de prevenção sexual contra as chamadas DST. Tal situação cria uma banalização do sexo, a ponto de, em alguns anos, o estupro poder ser considerado apenas como um ato de normalização hormonal de alguém, dada a precariedade com que é tratado o respeito que devemos ter pelo próximo. Desta maneira, a sexualidade é desenvolvida de maneira ainda mais acelerada em relação à maturidade intelectual, o que faz com que meninas de 10, 11 anos fiquem rebolando ao som do bonde do tigrão.
Sobre a música, aliás, devemos salientar que ela é a prova mais cabal de nosso declínio intelectual, começado no instante que Caetano Veloso é chamado de gênio (francamente, se três músicas dele e de sua patota prestar, é muito). Como tiro de misericórdia, temos no programa “jornalístico” dominical da rede globo, a exaltação às coisas da periferia como sendo o supra-sumo da cultura brasileira. Daí o fato de uma “pérola” como o créu se tornar um fenômeno pelo Brasil a fora. É evidente que a dita cultura da periferia tem o seu valor, agora querer que ela se torne símbolo da cultura nacional é nivelar pelo subsolo a rica cultura da nação. É por este motivo que não existe nesse país uma elite intelectual, pensante, porque esta está ocupada em fazer a velocidade cinco ao invés de se preocupar com os rumos de nosso país. Nossa elite é nivelada assim não por acaso, mas com um objetivo claro: anular aqueles que possam contestar os padrões vigentes, onde é bonito ser feio, e onde os valores morais e religiosos são renegados ao segundo plano, tal qual foi feito na Rússia, na China, no Vietnã, em Camboja, em Cuba, na Coréia do Norte… Todos estes países tiveram sua cultura destruída e seu folclore liquidado. E hoje, o que são?
Enquanto nossas escolas estiverem impregnadas de revolucionários, rebeldes sem causa, nada disso mudará. Continuaremos a achar normal, crianças em trajes minúsculos e cantores de funk como modelos a serem copiados e seguidos, assinando assim, a nossa própria extinção.


criado por leniltonmorato
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