Cruzado de Direita

Espaço destinado a fazer um contraponto às questões políticas, culturais e científicas postos pela imprensa brasileira

30.10.08

Coitadinho do sequestrador…

O caso do seqüestro ocorrido em São Paulo poderia passar para as estatísticas como sendo apenas mais um dentre tantos outros que ocorrem naquele estado e porque não dizer, no país inteiro. No entanto, o caso ganhou notoriedade quando a televisão passou a noticiar quase que como uma novela o caso. Adiciona-se o fato do seqüestrador ser ex-namorado da vítima e o próprio ser um jovem sem antecedentes criminais, com ficha limpa, que foi inclusive perdoado pela mãe de Eloá. Começa aí a discrepância que nos diferencia dos países mais desenvolvidos. Aqui, qualquer bandido, seja ele homicida, estuprador ou seqüestrador como é o caso, passa a ter a imunidade por parte da imprensa, dos intelectuais e dos psicólogos de plantão. O meliante deixa de ser um criminoso e passa a ser uma vítima da cruel sociedade, ao melhor estilo Gramsci.

Foi esta atitude que fez com que o comandante da operação ficasse relutante em agir como deveria, ou seja, matar o seqüestrador. Em qualquer país decente, esta teria sido a ação policial: invasão do cativeiro, eliminação do seqüestrador ou a colocação de um atirador de elite para acabar com o sofrimento das vítimas. Infelizmente, nossa imprensa e nossas universidades ensinam que estas seriam atitudes demasiadamente enérgicas contra um criminoso de primeiro grau e de ficha limpa. Este pensamento choca-se de maneira extremamente violenta com o pensamento da sociedade brasileira como um todo. Qualquer pesquisa que fosse feita sobre este assunto com a nossa população nocautearia os entusiastas da imprensa e das universidades, tal qual foi com o caso do desarmamento. A sociedade brasileira certamente aprovaria qualquer ação policial que viesse a eliminar o seqüestrador. Claro que para isto seria necessário que tivéssemos policiais bem treinados e equipados.

Infelizmente, não foi este o caso. Eloá foi morta, a mãe perdoou e mais uma vítima inocente entrou para os frios números das estatísticas. Como explicar esta situação? Ora, simples. Em nosso sangue corre o sangue podre dos latinos. O sangue romano, que ergueu o império mais poderoso da história foi junto com a queda de Roma. A nós restou o legado do “coitadismo”, do conformismo. Muitos “casos Eloás” ocorrerão e caso a polícia aja como deve será duramente criticada, como foi no caso do Carandirú e de Parauapébas, no Pará. Nestas duas ocasiões a polícia agiu como qualquer outra força policial decente do mundo reagiria. Claro que foi criticada pela imprensa vermelha, como toda a nossa nacional, e de veículos esquerdistas como o The New York Times, CNN e BBC.

São estes fatos, esta falsa opinião pública que é veiculada pela nossa imprensa que faz com que cada vez mais nosso país caminhe em direção a um abismo sem fundo. A opinião dos acadêmicos e jornalistas nunca reflete a opinião da sociedade brasileira. Reflete, sim, a perfeita aplicação dos ensinamentos de Antonio Gramsci, que acaba destruindo os valores de toda uma sociedade. Pior do que isto seja, talvez, ouvir um imbecil como o Marcelo D2 cantando em sua última música que “aqui não tem pena de morte”, referindo-se justamente a ações policiais mais enérgicas. Se não há pena de morte, que crime cometeu Eloá para pagar com sua vida?

criado por leniltonmorato    21:37 — Arquivado em: Sem categoria

Nenhum Comentário »

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário


Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://abrasuacabeca.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.