8.10.08
A crise nos EUA - origem
A grave crise que se abate sobre os EUA tem reflexos mundial e atingem instituições financeiras do mundo todo. O dinheiro podre, chamado de subprime, fez com que inúmeros bancos enfrentassem situação financeira extremamente difícil, fazendo com que o crédito fique reduzido e, consequentemente, o consumo diminua, decretando um período de recessão. Com a maior economia do mundo prestes a entrar em colapso, é de se compreender o temor dos investidores que possuem aplicações nos chamados mercados emergentes. As empresas se desvalorizam e o efeito bola de neve fica cada vez mais destruidor.
Mas, afinal, qual é a origem da crise? De onde ela vem? A resposta caro leitores, deverá ser encontrada ainda no governo do democrata Bill Clinton. Este governo fez com que explodisse em território Norte-americano o sonho da casa própria fácil e barata, garantindo vultuosas ofertas de créditos a pessoas que não tinham a menor condição de honrar seus compromissos. Desta maneira, seus imóveis foram hipotecados para cobrir as dívidas e estas hipotecas foram negociadas pelos bancos credores.Por se tratar de evidente investimento de risco, pois, como os endividados não detêm capacidade para honrar suas dívidas, os bancos donos dessa hipotecas garante elevadas taxas de juros para quem "investir" nesses papéis. É a máxima de quanto maior o risco maior o retorno. Incentivos governamentais aos bancos dados pelos democratas dos EUA aliado à sempre apelativa política de justiça social foram a semente da grande erva daninha que hoje o governo Bush tem que tratar de matar.
Vê-se aí uma face da economia norte-americana sempre ignorada pela grande mídia. Ao propagarem que o liberalismo econômico é a causa das maiores mazelas e das maiores crises, nossos analistas econômicos parecem que esqueceram-se de verificar que a intervenção do Estado na economia dos EUA na década de 90 foi a principal causa da crise que hoje vivemos. Com as facilidades na concessão de empréstimos dadas por Clinton, a ordem natural das coisas foi alterada. Este crédito fácil fez com que a população americana acabasse com hábitos há muito difundidos no seio de sua sociedade, como a geração de poupança para justamente adquirir a casa própria. Esta intervenção estatal fez com que pessoas sem qualquer condição de pagar um financiamento recebecem dinheiro para comprar a casa própria. Como pode então os bancos que financiaram estas pessoas e os credores que investiram nos títulos imobiliários ficarem surpresos com a possibilidade de quebra? Acredito que nenhuma.
É por isto que os ensinamentos de Adam Smith ainda são o maior exemplo de eficácia da economia. É dele que devemos retirar a solução para a atual crise, e ela é bem simples: quem quebrou, quebrou. Ao inundar os bancos falidos com bilhões de dólares os governos além de sublevar a ordem natural das coisas apenas postergam a crise. Se nada fosse feito, em pouco menos de um ano a economia já estaria novamente nos eixos. O liberalismo econômico não é o causador da crise. A intervenção do estado, esta sim, sempre será causadora de crises porque as regras do mercado, como a da oferta e da procura sempre vão beneficiar os mais competitivos e os mais eficientes, tratando com desigualdade os desiguais, como a nossa mãe natureza faz há mihlões de anos.
Infelizmente, os nossos formadores de opinião têm uma visão distorcida doque realmente é o liberalismo econômico. Acreditam que o intervencionismo estatal é a solução para os males, quando na verdade os causam, como é o caso da crise atual. Se fosse benéfico a intromissão do estado nos setores econômicos, certamente Portugal e Espanha seriam ainda hoje as maiores potências econômicas. Curiosamente, onde a doutrina liberal prosperou, as nações tornaram-se potências mundias, como os EUA e a Inglaterra.
Culpar o governo Bush é muito fácil, afinal, nossa imprensa é toda ela democrata de carteirinha, lembrando que este partido é a esquerda americana. Enquanto os pensadores da ecomonia não entenderem que as relações economicas não podem ter intervenção de governos, com suas ideologias, falhas e corrupção, estaremos a mercê de sucessivas turbulências. A receita é simples, é só deixar que a ordem natural cuide das relações economicas. A injeção desses bilhões de dólares na economia é é apenas uma alento que não impedirá uma crise ainda mais grave.
Se não pararmos de salvar falidos com dinheiro público, jamais conseguiremos entrar num período de prosperidade.


criado por leniltonmorato
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