23.5.08
Se eu tivesse 16 novamente…
Quando eu era jovem, com meus 13, 14 anos, era um pouco diferente dos adolescentes da minha idade. Evidentemente que muitas idéias compartilhávamos e a explosão de idéias típica deste período também tomava conta do meu ser. Tinha um amor platônico, acreditaca que poderia mudar o mundo e achava que a sociedade é algo injusto e que deve ser transformado. Acredito, no entanto, que as semelhanças acabam por aqui.
Como estudante do Colégio Militar de Porto Alegre, onde passei meus melhores anos, de 1995 a 1998, ano em que fui para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, aprendi a gostar ainda mais da carreira militar e a criar um senso crítico um pouco diferenciado mesmo dos meus ex-colegas. Minha vida amorosa, entretanto, foi um verdadeiro desastre! Enquanto os jovens da minha idade curtiam os hits do momento, eu estava embriagado de Chico Buarque, Toquinho, Vinícius, Tom Jobim e o rock dos anos 70-90. Enquanto meus colegas iam a danceterias eu preferia os bares com som ao vivo, uma tarde no parque, um cinema, ou um bom livro do Machado de Assis.
Infelizmente, não escapei da maquinação pedagógica que afligi nosso sistema educacional desde a década de 60 e fui contaminado com o anti-americanismo. Passei a achar que os EUA querem tomar a amazônia e que o capitalismo é uma grande porcaria. Passei a considerar a Revolução Francesa como a coisa mais importante e edificante que surgira nos últimos séculos. No entanto, apoiava e ainda apoio o Regime Militar do Brasil, achava o Che um zé ninguém e o Fidel uma anta pré-histórica. Sob todo este contexto minha vontade de ir para o Exército Brasileiro aumentava consideravelmente, copm o único objetivo de servir ao meu país e procurar mudar as condições de vida de nossa população.
Acontece que, aos 20 anos, comecei a descobrir o que realmente estava por trás das verdades que eu tinha como absolutas. Comecei a estudar mais a fundo o movimento comunista no mundo e os fatores que levaram á eclosão do movimento cívico-democrático de 1964 e comecei a entender, tardiamente, que os EUA não eram o bicho papão que me ensinaram. Surpreendentemente, nem mesmo a Academia Militar das Agulhas Negras, instituição que forma os oficiais do EB pode me dar o conhecimento necessário para compreender o grande processo revolucionário que caminhava e caminha a passadas largas ao redor do mundo, inclusive do Brasil.
Comecei a ver que aquilo que me falavam do imperialismo ianque é de uma fragilidade monumental. Basta vermos que os norte-americanos são as pessoas mais generosas do mundo, ajudando países que depois viriam a ser seus inimigos mortais como a Rússia, a China, o Irã, o Iraque e, pasmem, até mesmo Cuba. Comecei a perceber que nquele país, as pessoas têm liberdade de opinião e expressão. Percebi que lá a imprensa não é controlada pelo estado, que seus índices sócio-econômicos são os melhores do mundo e que eles lutam com todas as forças pela democracia, que é a liberdade de informação na sua essência, coisa que aqui no Brasil, como já foi abordado neste blog, não existe.
Verifiquei que sua luta contra o terror islâmico não é uma imposição do “american way of life”, mas a simples defesa da civilização ociental, cujo último baluarte encontra-se no povo e no governo dos EUA. Constatei que, no paraíso capitalista que todos atacam e querem derrubar, temos as melhores condições para se viver, o respeito ao direito do cidadão e da sociedade, onde as relações trabalhistas são simplificadas e eficientes, deixando empregado e empregador decidirem sobre a maior parte do contrato de trabalho.
Percebi, tarde demais, que o vilão que me impuseram na minha adolescência era e é, na verdade, o último refúgio da democracia plena. Nem mesmo a coroa inglesa consegue ser mais democrática e defensora da liberdade do que os EUA. Para meu azar descobri tarde demais.
Hoje, oficial do exército, vejo dentro da própria força um equívoco imenso em considerar os americanos como inimigos, sem perceber que os grandes vilões que querem tomar as riquezas de nossa nação são as ONGs financiadas pelo governo do partido-estado e a ONU, que empurra goela abaixo a formação de nações indígenas e fomenta a criação de legislação especial para as minorias, como os homossexuais e os negros. Não percebem que Chávez, Fidel e Lula estão ligados por um cordão umbilical chamado Foro de São Paulo, que está conseguindo cumprir seu objetivo de retomar na América Latina o que o comunismo perdeu no Leste Europeu.
Se eu estivesse hoje com meus 16 anos, faria somente uma mudança em meus planos. Ao invés de ir para as Forças Armadas, iria tentar viver nos EUA. Pelo menos de lá eu poderia viver em paz lutando e defendendo os ideais que fizeram o Brasil e toda a civilização ocidental, ou seja, os verdadeiros valores judaico-cristãos aos quais devemos a nossa própria existência como povo. Ao invés disto, hoje assito inerte e impotente à transformação de nosso país em uma nação comunista e ao desmoronamento progressivo de uma cultura que por mais de dois milênios trouxe progresso e bem-estar ao ocidente.
Só espero que não me obriguem a lutar em prol do partidão (PT), contra a Colômbia, última resistência democrática da América do Sul. Caso isto aconteça, certamente serei fuzilado como desertor.


criado por leniltonmorato
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