15.5.08
Fatos de Roraima
Recentemente, a grande mídia, mais precisamente o jornal O Globo, veiculou matéria na qual o comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva teria, segundo este medíocre jornal, apoiado os arrozeiros na questão da expulsão dos não índios da reserva Raposa-Serra do Sol. De acordo com este veículo de (des)informação o comandante militar teria não só recebido como apoiado a manifestação destas pessoas. Ao ler a matéria, o leitor fica com a nítida impressão de que o general tomou um partido, o que é um equívoco gigantesco.
Como o leitor nacional não tem acesso ao que realmente acontece dentro do estado de Roraima, principalmente devido à rede de desinformação comuno-petista, fica difícil para que ele saiba os fatos que realmente ocorreram aqui. Sugiro aos consumidores deste jornal e de outros veículos nacionais de (des)informação que exijam uma indenização por estarem sendo enganados com falsas verdades. Antes de sair atacando o Exército ou qualquer outra instituição pública, deve-se obter informação precisa e verdadeira e não sair a repetir o que os "jornalistas e intelectuais" acham que sabem sobre o assunto. Afinal, o mais próximo de Roraima que estas pessoas chegaram certamente deve ter sido com os parlamentares do referido estado nos corredores de Brasília, o que é, deveras, uma distância considerável do estado.
O que realmente aconteceu por estas bandas foi o seguinte: houve uma movimentação, uma solicitação por parte dos arrozeiros que estavam se deslocando para o setor militar da cidade. Prontamente, o comandante da brigada ordenou que se bloqueassem os acessos às instalações militares, com o objetivo de não permitir qualquer manifestação dentro dos aquartelamentos, o que foi, de imediato, cumprido pela Polícia do Exército. A seguir, resolveu atender a uma solicitação deste movimento, que entregou uma carta de Roraima ao comandante militar, contendo o posicionamento daquele movimento.
Ora, o que há de errado quanto a isto? Se o Exército Brasileiro faz parte da administração pública e um conjunto de cidadãos vêm solicitar a este órgão federal suas reivindicações, ambos, os líderes do movimento e o comandante militar, estão agindo estritamente dentro da lei. Qualquer pessoa pode solicitar qualquer coisa à Administração Pública,e esta tem por obrigação, receber tais solicitações, senão incide em crime previsto em lei. Evidentemente que o comandante militar não tomou qualquer posicionamento, apenas recebeu as reivindicações e encaminhou-as aos setores competentes. Daí a elas serem atendidas é uma outra história.
Em nenhum momento o comandante da brigada mostrou-se favorável a um ou outro lado. Ele apenas cumpriu suas obrigações legais, seu dever como órgão da Administração Pública, nada mais. Impediu que a manifestação ocorrese no setor militar, bem como manifestações políticas. Os arrozeiros têm todo o direito do mundo de defenderem seus interesses e a Administração Pública tem por obrigação receber suas queixas e reclamações, seja ela da esfera executiva, legislativa ou judiciária, ou ainda, federal, estadual e municipal.
O grande problema é que nossos jornalistas não passam de marionetes num jogo de poder obscuro e poderoso. São fantoches na mão da mentalidade revolucionária, verdadeiros filhos de Gramnsci, entorpecido pelo desejo de desinformar para satisfazer suas orientações ideológicas.
O que o general fez nada mais foi do que cumprir e fazer cumprir a lei, muito longe de um ato de insubordinação como fala o grande molusco barbudo.
Mas com um presidente analfabeto, um ministro da defesa mal caráter (fato já explorado neste blog) e um ministro da justiça que sequer sabe o que é um tribunal, não poderíamos esperar muita coisa….


criado por leniltonmorato
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